"Cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.(Clarice Lispector)
março 11, 2011
fevereiro 28, 2011
Busca
é o que tenho e tê-lo me basta.
inútil busca, o que me arde habita n'alma.
fevereiro 22, 2011
Sonhos
pelos sonhos que sonha,
antes e depois de acordar.
Como sombras se apoderam
do que nunca foi delas,
mas lhe remetem à imagem
e a imagem remetida chega
a confundir, mas não é.
Como sombras, eu sei, porém
que sonhos são passageiros
como eu, que sou passageiro
dessa jornada mágica: vida.
[K4akis e Rogério Camargo]
fevereiro 21, 2011
Nossa História
fevereiro 18, 2011
Ano Novo

Pensamentos descompassados,
fluem na cadência dos passos,
preenchendo espaços
de memórias.
Revendo os dias idos,
acumular de anos vividos,
estremeço.
Repassando...Tudo igual.
Só meu passo,
agora, talvez,
mais lento.
[k4akis]
Eclipse

A noite chegou como se as manhãs
não fossem certas e sedutoras.
A certeza e a sedução dão os braços
aos abraços. Eles recebem o que
nos é mais doce: o acolhimento.
Acolho momentos de mim e de ti
para que o nós, banhado em sol encontre a lua.
Ah, a lua encontrada, depois de perdida a
esmo, a dois se faz cheia e nos devora,
devora e devolve ao que somos, noite e
dia, seduzidos e distantes, à espera de um eclipse.
[K4akis & Rogério Camargo]
janeiro 11, 2011
Ainda ontem de noite era noite e era
frio, apesar da luz dos seus olhos.
Havia dois sóis nos teus olhos, mas
mas tu'alma suspirava gélida.
Entendi que não entendi e então
ao invés querer entender, te aqueci.
[Roger & K4akis]
março 08, 2010
março 04, 2010
Revolta
Com o pescador solitário,
o vazio do barco e a revolta.
março 02, 2010
Palma da mão
Na palma da tua mão aberta
meu mundo escoa.
Não acho ruim, mas podia ser melhor:
podias retê-lo.
Mas antes ter-te desta forma
que o vácuo da solidão:
nele não poderíamos
sequer sentir a falta
do que a tua mão aberta
deixa fluir sem reservas,
reservando-se o direito
de se esvair em vida.
Na palma da tua mão fechada,
encarcerado jaz meu mundo.
(K4akis –Roger Camargo)
Entre vida
Bom dia vida,
seja bem-vinda
vinda de onde for.
Traga o que trouxer
Entre,
minha casa,
outrora fechada
se abre
pra lhe receber.
N'ao repare
as cortinas rotas
o reboco solto
e no ar, esse mofo.
Apenas invada,
a porta ainda emperrada
te oferece fresta,
esprema-se
e adentre o recinto.
Prometo
arrumar a casa,
limpar os cantos,
reparar escombros.
Entre agora,
se voltar n`outra hora,
posso ter ido embora.
k4akis
Soltos
fevereiro 18, 2010
Trago de Dor
Trago em mim
as dores de viver.
todas elas
mesmo não suportando,
as carrego.
Melhor carregar o fardo
a me deixar oprimir.
Seguir,
mesmo que arrastando,
em vielas,
habitar na penumbra.
do abandono, do descaso.
Vil existência dos covardes
que gemem.
Em mim,
todas as mazelas,
todas as feridas
todos os erros
passiveis de pena,
passiveis de punição
passíveis de apreensão.
Trago a alma ferida,
coberta de pustula
gangrenada
pelo amor que viví.
Pago a pena
por respirar
a cada amanhecer,
mesmo vazio de sol.
kryss.
fevereiro 12, 2010
A dor
k4akis
agosto 13, 2009
Nuvens em mim...

vasculho tentando encontrar,
algo que enfim valha:
o resgate,
a restauração,
a manutenção,
a imersão
na nuvem enfim.
Debaixo da nuvem de poeira
vasculho tentando encobrir,
moral que insufla,
beijo asséptico,
face simétrica
de perfil assimétrico
que não quero refletido
no aço do espelho
manchado de janeiros.
Debaixo da nuvem de poeira
vasculho tentando aflorar
dos sonhos, o esqueleto,
da videira, o jirau
da poesia, o varal,
dos contos, as contas,
dos pontos, a linha
do norte, a trilha
do inicio, o fim
que cada partícula
de poeira
flutuante, flutuando
leva de mim.
k4akis
julho 12, 2009
Mais um dueto...

Anoitece no meu coração de manhã cedo
quando vejo a cama vazia. Silêncio cortante
como a palavra final, o ultimato, o encerramento.
Nem sempre o fim leva ao final, fica um pouco
de muita coisa em cada mínimo fragmento
do pouco vivido. Amanhece no meu coração
quando a noite não é mais um silêncio pesado,
quando os sons e as luzes da rua invadem
o que meu coração deixou pra de manhã mais cedo.
Tanta noite, tanto dia... E a vida segue crepuscular







